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EU TENHO O QUE FALAR archives Domingo, Maio 08, 2005 REFLEXÕES DE UM ÓRFÃO
Dia das mães sempre foi meio triste pra mim. Perdi a minha aos oito anos e sempre me achei um fenômeno de tragédia. Ando fazendo as pazes com esses sentimentos antigos. Mas, alguns eu ainda nem conheço. Não entendo direito uma mulher que não quer ser mãe. Às que quiseram, minha incomensurável admiração: à minha Rita, à mãezinha do menino Jesus, à D Aparecida e à Cris, à D Terezinha e à Lê, à Rita da Didi, à Kekey e à Paulinha. À Aline e às mães dos meus sobrinhos. PAGANDO PAU
Fizemos história na Tv Visão. Graças à força do braço que travou dura queda com o imprevisível, conseguimos levar Nelson Motta ao Paraybuna Connection. O cara, que sempre foi o certo, na hora certa, no lugar certo. Quem não sabe quem foi Nelsinho, não entende o que foi a música brasileira nos últimos quarenta anos. POR FALAR EM CONNECTIONS...
O meu amigo Wanderley achou esse recorte de 2002. Um parente que a gente nem conhecia. É muito igual ao nosso. Não fosse ter sido lançado dois anos antes eu diria que estavam nos imitando. Reforça a minha teoria de que as idéias são entidades flutuantes que ficam pairando pelo etéreo. Muitos podem sintonizar a mesma idéia. Alguns fazem acontecer. Tem tembém o ANHAGABAÚ CONNECTIONS, quartas, 21h pela ALL TV.com.br. REFLEXÕES DE UM HOMEM POBRE
Eu não sei o que eu fiz pro dinheiro para ele gostar tão pouco de mim. Talvez eu o despreze tanto quanto ele a mim. A verdade é que eu, por pura conveniência, quero fazer as pazes com ele. Eu espero o dia em que os artistas tenham que ser simplesmente artistas. Que tenham apenas que se dedicar à criação. Que não tenham que ser contadores, corretores, administradores, burocratas, economistas, tributaristas, políticos, gerentes, empresários, merda. Não é o bastante ser pago pelo que fiz? Por que, além de fazer o espetáculo eu ainda tenho que conseguir o dinheiro para pagar o meu trabalho? O artista, hoje, pra conseguir dinheiro pro seu trabalho, tem que ter articulação política com os órgãos públicos, tem que saber redigir um projeto, montar planilhas perfeitas, comprovar realizações, administrar os recursos, fazer contas e mais contas e principalmente, oferecer geração de trabalho, renda e inclusão social ao povo brasileiro que precisa tanto da cultura. Eu quero apenas sentar meu traseiro gordo numa cadeira (ao contrário do que espera de mim o presidente) e escrever meus textos. E ganhar o que isso vale. A propósito, Lula, vai tomar no seu cú (sic!). PELAMORDIDEUS !!!! Alguém me dá o CD da Joss Stone de presente!!!!! Eu não agüento mais ficar sem ouvir ele. Meu neversário taí. posted by WILLIAM SHAKESPEARE 12:12 PM |
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